Como chegou a Helena!!!

Minha gestação foi muito tranquila.  As ecografias todas tiveram resultado normal ao esperado. Mas algo dentro de mim  dizia que a Helena seria uma menina muito especial na minha vida.  Na noite anterior a Cesária, não conseguia dormir. Bateu uma espécie de pânico de perde-la. Mas graças a Deus tudo ocorreu tranquilamente. Ela nasceu muito tranquila e serena…dormiu por um bom tempo.

Logo em seguida começou a mamar no peito. Tinha tanto leite…que jorrava. O pediatra nem receitou complemento.

Seu exames deram ótimos. Mas pela sua feição o pediatra ficou desconfiado que ela teria síndrome de down. E conversou com a gente. Eu e minha mãe. Meu marido estava com meu filho. Chegando em casa, não contei logo para ele…não sabia qual seria sua reação…só eu e minha mãe ficamos na espectativa. Certo dia antes da próxima consulta me encoragei e contei as desconfianças do pediatra para meu marido, que pela minha surpresa reagiu de forma super positiva. Nossa! Fiquei muito contente e aliviada em saber que tenho uma pessoa tão compreensiva e amorosa do meu lado.

A vida foi transcorrendo normalmente. Mas com aquela ansiedade no fundo do ❤, até fazer o exame cariótipo e receber o resultado.

Tudo bem! Eu pensei!! Este ja é meu trabalho! Se Deus me mandou este presente!! Eu nao vou negar!!!

Então resolvi escrever para provar para todos que a aceitação é a melhor forma de uma criança que nasceu com uma síndrome se desenvolver. Tanto que a Helena esta se desenvolendo super bem.

 

ESTA É A PRIMEIRA FOTO DA HELENA!!!

IMG_20180215_152156

Deficiência: uma característica da pessoa ou da sociedade? — Diário da Inclusão Social

No Brasil, setembro é considerado o mês de luta pela inclusão social da pessoa com deficiência, eis que no dia 21 do citado mês é comemorado o dia nacional da pessoa com deficiência. A data nos faz refletir sobre a forma como a nossa sociedade tem se portado diante dessa temática tão importante. Se andarmos […]

via Deficiência: uma característica da pessoa ou da sociedade? — Diário da Inclusão Social

Minha trajetória como professora

Fiz magistério em meados dos anos 90. Nesta época as professoras não preparavam suas estagiárias para turmas  com alunos diferentes.  O que ficava subtendido era que todos eram homogêneos e aprendiam de maneira igual. Triste realidade ao chegar em uma turma com 30 e poucos alunos e descobrir que uns aprendiam rápido outros devagar.  E o que fazer com aqueles que tinham terminado todas as atividades? Então só sobraram para eles incomodar a professora.

Sempre fiquei  intrigada com a questão de porque os alunos não aprendiam, o que se passava na cabeça desses alunos, que problema eles tinham, eram familiares, sócio-econômicos, dificuldade de aprendizagem…

Então fui para pedagogia aprendi muitas coisas foi um curso bem intenso e gratificante em seguida resolvi fazer pós-graduação em educação especial melhor falando deficiência intelectual e múltipla para poder entender como o aluno aprende . Meu primeiro contato com crianças especiais foi em uma classe de Educação Especial antigas classes especiais eles eram poucos alunos e muito ativos e intensos eu não sabia muito como trabalhar com eles mas aos poucos fui compreendendo que cada um tinha seu jeito de aprender.

Tive bastante experiências em todas as turmas de Ensino Fundamental e até coquasMagistério. Por quase 10 anos. Tive uma escola de educação infantil onde também houve muitos aprendizados e uma experiência incrível. Foi meu primeiro contato para lidar com pessoas de diferentes culturas e observei como  cada um  educava seus filhos.

Há três anos consegui entrar para o seleto grupo do aee atendimento educacional especializado do município de Caxias do Sul neste grupo existe profissionais fantásticos pessoas experientes, aprendemos a cada dia umas com as outras. Quando  se trabalha com pessoas especiais significa que cada uma vai aprender de sua maneira do seu jeito, com calma paciência e persistência todo mundo aprende.

Passei então a olhar o aluno de outra maneira não aquela turma homogênea onde  todos aprende o igual,  mas sim cada um com a sua especificidade. Olhando  eles como um todo observando os detalhes conversando com os pais percebendo onde estava as dificuldades de cada aluno. Antigamente eu tinha uma exigência comigo mesmo e até com os alunos. Que dessem conta do conteúdo, que terminassem a atividade, que fizéssem os temas. Hoje em dia eu percebo que tem coisas que uns consegue fazer de maneira excepcional, outros conseguem fazer da sua maneira e outros ainda não vão conseguir tudo o que é solicitado. Mas cada um à sua maneira está progredindo está conseguindo superar suas limitações muitas vezes por dificuldades e problemas emocionais, falta de estímulos familiares ou vivência mesmo, mas todos têm algo a contribuir para o crescimento do grupo da professora e dele mesmo

Recadinho  final!!! Para você que é educador não se exija tanto de si mesmo.  Não exija tanto do seu aluno aquela perfeição que não vai existir, que nem você mesmo é capaz de fazer.

Viva a vida de maneira simples faça o que você consegue,  mas não o impossível faça o possível para que haja uma harmonia na sua sala de aula respeite as diferenças,  ensina os alunos a respeitarem as diferenças entre todos todo mundo merece respeito!!!!

Helena, minha pequena abelhinha!!!

A sete meses recebi mais um presente de Deus! Minha pequena e doce Helena.  Surpresa a minha quando na sala de parto conheço minha tão esperada bebê e percebo que ela tem os olhinhos puxadinhos. Logo penso: Nossa, parece ter síndrome de down!!! Pois não é que tem mesmo…

Então resolvi criar este blog para ajudar as outras mamães que também receberam essa notícia e ver que não muda nada…o preconceito esta na cabeça de cada um, ou melhor na sociedade que  está acostumada a ditar os padrões de normalidade! Estou aqui de coração aberto para desmistificar.

Não olhem para seu filho ou filha pensando na síndrome. Isto é só um detalhe. Olhem  para ele ou ela como pessoa que é. Com gostos e sentimentos.

A vida ficara mais leve e tudo irá fluir conforme o curso das coisas…

Pedro Lucas: meu pequeno Falcão!!

A cinco anos recebi esse presente de Deus chamado Pedro Lucas. Um menino muito especial que enche nossos dias de alegria. De personalidade forte e decidido. Sempre foi independente e curioso. Com inteligência a cima da média, graças aos estímulos que recebeu e aos incentivos de ir em busca do conhecimento. Está estudando no pré 1 e tem sede de conhecimento. Esse menino vai longe…